Fotografia: Silvana Amaral / Direcom SFC
A Prefeitura de São Francisco do Conde, por meio da Secretaria de Administração (SEAD), através da Escola de Governo, realizou, na manhã da última quinta-feira (10), o workshop “Libras, Acessibilidade e Inclusão: Por uma política do olhar”. A atividade aconteceu na Superintendência da Escola de Governo, reunindo servidores públicos municipais e membros da comunidade em um espaço de diálogo, escuta e reflexão sobre acessibilidade, Língua Brasileira de Sinais (Libras) e cultura surda.
Conduzido pela professora Rosenilde Oliveira Pereira, professora ouvinte atuante na Educação Bilíngue com e para pessoas surdas, o encontro contou com dinâmicas e exercícios interativos voltados à identificação das barreiras capacitistas presentes no cotidiano e à construção de caminhos para uma cidade mais inclusiva. A proposta também buscou reforçar que o acesso e a participação plena são direitos fundamentais, contribuindo para que todas as pessoas possam circular e viver com dignidade e autonomia.
Para Ramon Costa Maia, professor de Libras e gerente da Educação Especial Inclusiva do município, a formação foi uma oportunidade de valorização da comunidade surda. “Espaços como esses são fundamentais para ampliar o conhecimento sobre a Libras e fortalecer a acessibilidade”, destacou. Ele também ressaltou a importância da participação de um representante da comunidade surda franciscana durante a atividade: “Nada sobre nós sem nós.”
Os participantes também destacaram a importância de ampliar o olhar sobre a inclusão. “O encontro contribuiu para fortalecer a compreensão de que a inclusão vai além de garantir o acesso”, afirmou Jonathan Moreira Souza, vice-diretor da Escola Osório Vilas Boas. Já a intérprete de Libras Naiara Silva destacou que a acessibilidade envolve mais do que estruturas físicas: “Tem a ver com o olhar humanizado, o olhar para o outro e entender que cada indivíduo tem sua especificidade.”
A formadora Rosenilde Oliveira Pereira parabenizou a iniciativa e reforçou a importância de promover espaços de discussão sobre o tema. “É pensar na participação plena de todas as pessoas, de todos os sujeitos na cidade, na comunidade, garantindo que essas pessoas possam existir plenamente no lugar onde vivem”, afirmou. A atividade integra as ações de formação e capacitação promovidas pela Escola de Governo, fortalecendo a construção de uma gestão pública cada vez mais acessível e inclusiva.





